Conto Erótico - Dona do meu Prazer - Capítulos 25, 26, 27 e 28 (Final)
Capítulo 25
Bento
Chegamos em São Paulo há três dias; decidi comprar as alianças
sozinho, queria fazer surpresa para Diana. Disse que iria resolver um
assunto no Banco e saí de casa para a Joalheria. Júlio me indicou uma, onde
comprou o anel de compromisso que deu para Tereza. O carro parou em
frente ao shopping e, entrei todo animado; peguei as medidas do dedo da
Diana quando ela estava dormindo. Entrei na Joalheria e uma moça muito
bem arrumada veio falar comigo.
— Bom dia, senhor. Posso lhe ajudar em alguma coisa? — A moça me
perguntou de forma bastante profissional.
— Bom dia. Gostaria de olhar as alianças de casamento. Quero
comprar um par.
— O senhor tem algum modelo em mente? Alguma preferência?
— Gostaria de ver os modelos que você tem. Quem sabe eu me
interesse por algum. Não quero nada chamativo, quero algo simples. Eu e
minha noiva somos muito simples. — A moça sorriu e me pediu para
esperar uns minutos; depois voltou com vários pares de alianças para me
mostrar. Comecei a olhar uma por uma, fascinado por cada modelo.
Comprei um par de alianças lindo, o qual tinha certeza de que Diana
iria gostar. Logo mais à noite, pretendia colocar em seu dedo na frente de
todos os nossos amigos e clientes do bar. Iríamos comemorar bastante.Voltei para casa, guardei a caixinha com as alianças dentro da minha
mochila o qual sempre levava para o bar. Diana estava no quarto
arrumando as roupas no guarda-roupas. Fui até ela e lhe dei um beijo me
sentando na beirada da cama e a olhando.
— Precisa de ajuda? — Perguntei olhando para toda aquela bagunça.
— Foi tudo certo no Banco? — Perguntou sem olhar para mim.
— Sim, tudo certo. — Diana olhou para mim.
— Pode dar um banho no Lupi e depois limpar a sujeira que ele fez?
Estou escolhendo algumas roupas para levar para a doação. Nosso guarda-
roupas quase não cabe mais nada. Precisamos comprar um maior. Estou
pensando em comprar outra cama também. Não sei se depois de casados
vamos continuar morando aqui ainda.
— Ei calma, uma coisa de cada vez. — Sorri. —Por que pensa em se
mudar daqui? É perto do bar — questionei sem entender.
— Para uma casa maior, com um quintal maior. Vou logo avisando que
quero ter ao menos três filhos. Você não quer uma casa maior? Ou não quer
ter filhos? — Diana me olhou séria.
— Claro que quero filhos! Quero ao menos uns dez meninos correndo
pela casa e bagunçando tudo. Sou filho único e você também. Mas gosto
daqui. Porém concordo que a casa seja pequena mesmo. Já tem em mente
onde quer alugar outra casa?
— Podemos fazer isso juntos outra hora. Agora me deixa terminar de
arrumar essa bagunça, porque mais tarde vou levar tudo para a igreja onde
vão separar para doações. Peguei aquelas roupas que não dão mais em você,
tudo bem? — Concordei saindo do quarto e indo procurar o Lupi.
Encontrei-o em cima do sofá mordendo o controle da televisão. Peguei
ele pelo braço levando-o para a área de serviço. Peguei seu shampoo e a
toalha. Ele sabia que ia tomar banho e começou a morder minha mão.
Sequei Lupi limpando toda a sujeira que ele fez; coloquei tudo dentro
de um saco e levei para fora. Ao sair pelo portão para pôr o lixo na lixeira,
duas vizinhas que estavam na calçada me encararam sorridentes. Só percebi
que estava sem camisa e todo molhado, porque olhei para baixo. Sem graça,
acenei para as senhoras que não tiravam os olhos do meu abdômen.Já estávamos no bar e precisava admitir que já estava sentindo falta
desse barulho todo, de gente me chamando toda hora para fazer seus
pedidos. Como sempre, o local estava cheio; Diana não parava quieta,
andava para lá e para cá servindo as mesas. Quando deu uma aliviada,
mostrei as alianças que comprei para o Júlio; mandei gravar os nossos
nomes nela e a data que nos conhecemos. Tereza disse que eu tinha bom
gosto; todas as noites quando ela saía do trabalho, vinha para o bar esperar
por ele. Era bem amorosa e me tratava como se eu fosse seu filho. O
movimento do bar deu uma desacelerada. Já era quase meia noite quando
aproveitei o momento para deixar minha timidez de lado; subi na cadeira e
chamei a atenção dos clientes, Diana me olhou sem entender nada.
— Gente, por favor, me deem um pouco de atenção. Como alguns de
vocês sabem, sou muito tímido, mas deixei esse detalhe para trás e resolvi
surpreender Diana, o grande amor da minha vida. — Olhei para ela, que
balançou a cabeça sem acreditar. Como eu já tinha a atenção de todos,
comecei a falar: — Eu e essa mulher linda estamos há cinco meses juntos, e
quando visitamos minha cidade, Santana, eu a pedi em casamento, mas não
tinha aliança para colocar em seu dedo a fim de simbolizar o nosso amor.
Porém, com ajuda do meu pai, o Júlio, comprei um par de alianças. Então,
mais uma vez, vou fazer a pergunta: Diana, meu amor, você quer se casar
comigo?
As mulheres no bar gritavam: Aceita logo! Diz que sim! Se você não
aceitar, eu aceito. Bento me pede em casamento.
Diana chegou perto de mim, e eu desci da cadeira. Ela estendeu a mão
em minha direção e coloquei a aliança em seu dedo. Em seguida foi a sua
vez. Quando as alianças estavam em nossos dedos, foi a vez de ela subir na
cadeira. Limpou a garganta e começou a falar:
— Eu já tinha dito sim para esse homem lá em Santana. Bento
conquistou meu coração e só me faz feliz a cada dia. Direi sim todas às
vezes em que você me perguntar. Sim, Bento, eu aceito me casar com você.
Sim. Para sempre sim!
Peguei Diana em meus braços e a girei no meio do salão. Bob
apareceu com duas garrafas de cerveja, entregou uma para mim e a outra
para Diana. Todos do bar ergueram seus copos e nós brindamos ao nosso
noivado. Júlio colocou uma música e começamos a dançar, felizes. Os
clientes do bar batiam palmas enquanto dançávamos.Diana estava toda suada e com os cabelos molhados; ela sussurrou em
meu ouvido para que a levasse para casa, pois já queria partir para a lua de
mel. Sem que ninguém percebesse, tocou o meu pau por cima da calça,
apertando-o; olhei para ela, que passou a língua nos lábios me fazendo
sorrir. Entendi seu pedido e peguei em sua mão. Nos despedindo dos
clientes e do restante do pessoal, saímos do bar.
Diana ligou o carro e fomos pra casa para comemorar nosso noivado
com direito a alianças e mais um pedido. Eu estava completamente feliz.
Olhei para Diana e tirei um pouco de cabelo que estava em seu rosto;
apertei sua coxa e ela pousou a mão em cima da minha quando o carro
parou no sinal. Seus lábios encostaram-se nos meus e nos beijamos; ela
aproveitou e massageou minha ereção. Só paramos quando ouvimos o som
de buzinas atrás de nós. Sorrindo, ela dobrou a esquina e chegamos em
casa.
Mal consegui abrir a porta e Diana já arrancou sua blusa, tirou o short
e jogou longe; pulou em meu colo atacando minha boca. Me sentei com ela
em meu colo desabotoando seu sutiã. Diana puxou minha camiseta
jogando-a de lado. Peguei o seu cabelo prendendo-o em minha mão e
puxando para o lado a fim de ter acesso ao seu pescoço; lambi toda a
extensão até chegar em sua boca.
— Me coma Bento — sussurrou antes de enfiar sua língua dentro da
minha boca fazendo-me perder todo o controle. Depois do beijo, levei
minha boca até um dos seus seios prendendo o bico entre meus dentes e
chupando-os em seguida. Com a cabeça jogada para trás, Diana gemia
incontrolavelmente. Meu pau pulsava dentro da cueca; eu queria fodê-la de
todas as formas. Queria que ela soubesse que era minha.
Carreguei-a para o quarto; devagar, deitei-a sobre a cama e comecei a
distribuir beijos por todo o seu corpo. Eu iria adorar cada parte da sua pele.
Diana se abriu para mim e passou um dedo na abertura da sua boceta
fazendo o meu pau crescer somente assistindo ela se tocar. Não aguentei,
tirei minha bermuda, e a cueca saiu junto. Virei Diana de costas e pedi para
ela ficar na beirada da cama; com a cabeça no colchão e o bumbum
arrebitado para mim. Toquei meu pau alisando-o de cima a baixo. Não
contive à vontade e mordi um lado da nádega da Diana e, em seguida, na
outra. Vi a marca vermelha que ficou em sua pele.Meu pau deslizou dentro de seu núcleo; senti meus nervos se
contraírem. Era sempre como se fosse a primeira vez. Arremeti uma, duas,
três, quatro vezes... gemendo e sentindo muito prazer. Ela rebolava
acompanhando meu ritmo; eu gozaria a qualquer momento. E foi o que
aconteceu. Diana gozou, mordendo o lençol da cama, e eu gozei logo
depois. Em seguida, saí de dentro dela e me joguei na cama ao seu lado,
com o coração batendo rápido e a respiração acelerada.
FIM
Capítulo 26
Diana
Desde que Tereza se tornou a mulher do Júlio, nós nos tornamos
amigas; os dois se casaram no cartório em uma festa simples, apenas para
os amigos mais íntimos. Eu e Bento fomos padrinhos deles, assim como
eles seriam do nosso, junto com o Bob. Bento e Júlio já se tratavam como
pai e filho, se perdoaram e estavam cada dia mais amigos.
Todos os domingos, nós sempre almoçávamos com eles. O
apartamento do Júlio se tornou, completamente, diferente depois que Tereza
se mudou para lá. Tinha cortinas novas nas janelas, sofá novo e algumas
plantas pelos cantos da casa. Júlio se transformou em outra pessoa. A
verdade era que todos nós mudamos, e para melhor.
Marquei de encontrar com a Tereza no shopping; ela trabalhava em
uma loja de vestidos de noivas, e iria me ajudar a escolher o meu vestido.
Achei melhor alugar, porque vestido de noiva era muito caro, e eu irei usar
apenas uma vez. Então não havia necessidade de comprar.
Me casaria dentro de três dias; a igreja já tinha sido escolhida e o salão
de festa foi alugado. Só faltava mesmo o vestido. Júlio foi com Bento para
alugar o terno dele. Meu coração se apertou quando pensei que não entraria
na igreja, de braços dados; com meu pai; nem Bento teria sua mãe. Éramos
nós dois e nossos amigos. Já era o bastante. Júlio - entraria comigo na
igreja.Estacionei o carro no estacionamento do shopping e desci, logo
acionando o alarme. Fui caminhando e pensando em como minha vida
mudou em tão pouco tempo. Eu era uma mulher sozinha carregando marcas
de um passado doloroso. Encontrei amigos que me acolheram e encontrei o
meu verdadeiro amor, um homem que cuidava muito bem de mim e que me
amava, incondicionalmente. Iríamos formar uma família.
Entrei na loja avistando a Tereza logo na entrada; ela estava atendendo
uma senhora. Enquanto atendia outra pessoa, fiquei olhando os modelos dos
vestidos, era um mais lindo que o outro. Nem sabia qual escolher.
— Boa tarde, Diana. Que bom que você veio. Vamos experimentar os
modelos que você escolheu? — Tereza tocou em meu ombro; eu me virei
toda sorridente.
— Nossa! Nem sei qual escolher; é cada modelo um mais lindo que o
outro. Mas confesso que esse aqui me fascina... — mostrei — ele dá um ar
sensual e romântico com todas essas rendas tão delicadas. E tem o que mais
gosto: decotes e costas nuas. Vou experimentar.
Tereza pegou o vestido e fomos para o provador para eu experimentar.
Assim que saí com o vestido em meu corpo, ela colocou a mão na boca, se
admirando. Seus olhos até ficaram marejados.
— E aí? Ficou bom? — Estava ansiosa para saber o que ela tinha
achado.
— Nos cinco anos em que eu trabalho aqui na loja eu nunca tinha visto
uma noiva tão linda quanto você. Você está maravilhosa a noiva do ano. —
Ela disse entusiasmada.
— Eu também gostei muito. — Tereza pediu para eu esperar um
pouquinho e saiu.
Depois voltou com uma caixa nas mãos. Abriu e tirou de dentro uma
tiara tão linda. Em seguida, colocou na minha cabeça e me fez olhar para o
espelho. Com os olhos cheios de água, sorri para meu reflexo. Eu estava
muito bonita mesmo.
Paguei pelo vestido, agradeci muito pela ajuda da Tereza e saí da loja
carregando a caixa enorme. Coloquei dentro do meu carro e segui para casa.
Eu iria me arrumar no salão de uma cliente do bar, quando chegasse a hora;
ela fez questão de me presentear com o dia de noiva. Não via a hora desse
dia chegar; estava tão feliz... se meu pai estivesse vivo com certeza ele estaria mais feliz do que eu. Mas tinha certeza de que, de algum lugar, ele
estaria olhando por mim.
Cheguei em casa e Bento já tinha chegado; ele estava na cozinha
quando entrei em casa. Fui direto para o quarto guardar a caixa com o
vestido. Olhei no relógio e vi que estava quase hora de ir para o bar. Nos
últimos dias, eu tinha ido trabalhar direto. Queria deixar tudo organizado no
bar, pois iria viajar em lua de mel para um hotel no Sul. Queria passar, ao
menos, uma semana curtindo meu marido.
— O que você está aprontando aí? — Fiquei na ponta do pé dando um
beijo em seu rosto. Bento se virou e o beijo acertou em sua boca. Abraçou
minha cintura aprofundando mais o beijo.
— Estava morrendo de saudades de você. Comprou o vestido?
— Comprei, mas você não pode ver ainda, somente quando eu entrar
na igreja. E o seu terno? Comprou certinho? Não precisou fazer ajustes?
— Não, entrou certinho. Júlio entende dessas coisas, foi criado com
muita mordomia como ele mesmo fala.
— Tenho certeza de que você ficou lindo. Mas vou deixar para te ver
quando estiver me esperando no altar. Você está ansioso? Quer conversar
sobre o assunto?
— Só quero que esse dia chegue logo para eu te comer como teu
marido. — Sorriu apertando minha bunda.
— Enquanto esse dia não chega, você pode me comer como meu
namorado.
Pulei no seu colo e ele me levou para o quarto batendo na minha
bunda. Certamente iríamos chegar atrasados no trabalho novamente.
∞∞
No dia seguinte, Bento me enviou uma mensagem me pedindo para
encontrar com ele em um endereço que ficava na mesma rua em que ficava
o bar. Estranhei, pois ele disse que tinha ido encontrar Júlio para jogar
futebol. Apressada, e achando que tinha acontecido alguma coisa séria com
ele, dirigi rápido parando em frente ao endereço. Desci do carro andando
até a frente da casa. Como o portão estava destrancado, fui logo entrando no
quintal; Bento estava me esperando, balançando a chave da casa em sua
mão. Corri até ele e pulei em seu colo não acreditando que tivesse
conseguido alugar a casa, pois semana passada o dono tinha dito que já tinha alugado para um rapaz. Na ocasião, fiquei triste, pois a casa era do
tamanho certo para nós. Lupi iria gostar de correr pelo quintal.
— Como assim você conseguiu alugar essa casa sem me dizer nada?
— Bento ergueu uma das sobrancelhas.
— Consegui com a ajuda do meu pai, ele foi o fiador. Você não vai
acreditar, mas o dono quer vender, pois vai embora para outra cidade.
Conversei com o Júlio e ele disse que pode emprestar o dinheiro; nós vamos
pagando parcelado pra ele. O que acha? Ele me contou que quando meu avô
morreu, deixou dívidas, mas Júlio conseguiu pagar com a venda do prédio
em que a empresa ficava; e sobrou uma quantia significativa que é mais do
que o valor da casa. Amor, pensa bem... nós não podemos perder essa
oportunidade. Olha que casa linda e grande. Nossos filhos vão correr por
esse quintal brincando com o Lupi.
— Não vai mesmo fazer falta para ele?
— Não. Ele me disse que o dinheiro está guardado em uma conta, para
uma emergência. E isso é isso uma emergência.
— Se não vai fazer falta, então vamos fechar a compra.
Bento e eu nos abraçamos comemorando mais uma conquista em
nossas vidas. Teríamos a nossa própria casa, onde criaríamos os nossos
filhos e viveríamos felizes para sempre.
.
.
Capítulo 27
#Penúltimo Capítulo
Bento
Estava na casa do meu pai terminando de me arrumar pra ir para a
igreja; era o dia do meu casamento com Diana e meu aniversário também.
Com toda a correria, eu não me lembrei disso, até levar os documentos para
o cartório e ver que, dia vinte dois de junho seria meu aniversário e a data
do meu casamento. Estava completando vinte e dois anos, mas me sentia
muito mais velho. Eu havia mudado muito desde que cheguei a São Paulo,
não só na aparência, mas por dentro também. Amadureci desde que conheci
Diana, ela me transformou em um homem completo em todos os sentidos.
— Estou me sentindo sufocado, o senhor deu um nó muito apertado na
gravata, pai. Afrouxa mais, ou vou suar o caminho todo até chegar na
igreja. — Reclamei para meu pai, que me olhou balançando a cabeça.
— Você é muito parecido comigo quando eu era mais novo; o seu avô
me fazia usar terno e gravata, mas eu sempre reclamava, porque me
sufocava. Mas agora é necessário usar, pois é o seu casamento. Estou tão
orgulhoso de você, Bento... você vai ser muito feliz, meu filho. E me dê
bastante netos. — Ele disse com os olhos marejados. Eu já tinha chorado
mais cedo, porque minha mãe não estaria presente no dia mais feliz da
minha vida. Mas tinha meu pai comigo, que estava me ajudando muito.
— Sem choro, seu Júlio. — Sorriu, terminando terminar de fazer o nó
na gravata. Em seguida, foi até seu quarto. Me olhei no espelho e quase nãome reconheci... estava muito diferente com aquela roupa. Aquele garoto do
interior não existia mais.
Meu pai voltou segurando uma caixinha em suas mãos e me entregou.
Olhei para ele sem entender.
— Abra! — pediu.
Abri a caixinha e dentro havia um cordão de ouro com uma medalha
em formato de coração. Havia uma foto da minha mãe ali, de quando era
mais nova. Emocionado, olhei para meu pai com lágrimas nos olhos.
— Eu iria dar para a Ester quando fui atrás dela, em Santana. Mas ela
não quis. Então guardei, pois sentia que um dia esse cordão seria uma
lembrança feliz. Quero que você fique com ele. — O abracei e agradeci
pelo presente. Olhei mais uma vez para a foto e sorri, minha mãe era tão
linda.
∞∞
Chegamos na igreja; eu já me encontrava no altar à espera da minha
noiva, que estava um minuto atrasada. Só não estava suando, porque na
igreja tinha ar-condicionado. Mas eu estava nervoso. Bob estava no altar
como um dos padrinhos; todos os nossos clientes e amigos estavam ali.
Tereza entrou e ficou perto do Bob. Logo, a marcha nupcial começou a
tocar... fiquei nervoso, mas não tirava os olhos da entrada. Diana entrou de
braços dados com meu pai; ela estava tão linda. Seu cabelo estava com um
penteado que mostrava mais o seu rosto, a maquiagem destacava seus
olhos. O seu vestido era tão bonito que mostrava suas curvas. Estava
fascinado e não conseguia tirar os olhos dela. Eu era um sortudo da porra!
Iria me casar com a mulher mais linda do mundo, não havia presente de
aniversário que superasse o meu. Uma menininha de cabelos enrolados era
a dama de honra; ela jogava pétalas de rosas pelo caminho até o altar.
Meu pai me entregou a Diana, me abraçou e foi para perto da sua
esposa. Eu e Diana nos olhamos com os olhos cheios de lágrimas. Eu amo
você, ela sussurrou mexendo apenas os lábios. Eu te amo mais, respondi.
Meu coração estava quase parando; eu amava tanto essa mulher que doía.
Ficamos de frente para o padre e ele começou a falar:
— Estamos aqui hoje, nessa noite, para celebrar o casamento de Diana
Marques e Bento Ferraz. É de livre e espontânea vontade que desejam se
casar?— Sim — respondemos juntos.
— Bento Ferraz, aceita Diana como sua legítima esposa?
— Sim.
— Repita comigo... — o padre pediu.
— Eu, Bento Ferraz, te recebo Diana como minha esposa. Prometo ser
fiel, te amar e te honrar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na
riqueza e na pobreza todos os dias da nossa vida. Receba essa aliança em
sinal do meu amor e da minha fidelidade.
Coloquei a aliança no dedo dela beijando o dorso da sua mão em
seguida.
— Diana Marques, aceita Bento como seu legitimo esposo?
— Sim, eu aceito!
— Repita comigo...
— Eu, Diana Marques, te recebo Bento como meu esposo. Prometo ser
fiel, te amar e te honrar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na
riqueza e na pobreza todos os dias da nossa vida. Receba essa aliança em
sinal do meu amor e da minha fidelidade.
A aliança deslizou entre meu dedo e Diana beijou minha mão em
seguida.
— Eu vos declaro, marido e mulher. O noivo pode beijar a noiva.
Então nós nos beijamos. Um beijo cheio de amor.
— A noiva vai jogar o buquê. — Uma das loiras, que sempre
frequentava o bar falou alto fazendo todas as mulheres irem atrás de Diana.
Em contagem regressiva, Diana jogou o buquê, e a mesma loira que avisou
o pegou, pulando e gritando mais alto ainda.
De braços dados, eu e Diana passamos pelo corredor da igreja sentindo
alguns grãos de arroz caírem sobre nós. Fora da igreja, nós posamos mais
um pouco para as fotos e entramos no carro seguindo para o salão de festas.
Abracei a cintura da Diana e, juntos, dançamos a valsa dos noivos.
Estávamos no salão de festas aproveitando nossos últimos minutos. Na
madrugada, iríamos embarcar para a nossa lua de mel em um hotel fazenda,
no Sul.— Você está muito gostosa usando esse vestido sexy. — Comentei,
alisando suas costas nuas até o bumbum.
— Quando comprei pensei em você, e tive certeza que quando me
visse o usando iria me achar gostosa. E você vai amar o que está debaixo
dele. — Ela disse próximo ao meu ouvido. — Você também está lindo
nesse terno. Te amo muito, Bento. E hoje vou te dar o melhor presente de
aniversário.
— Não vejo a hora de levá-lo para o quarto e te foder de todas as
formas usando esse vestido. — Falei, beijando e chupando o seu lábio em
seguida.
— Amo quando você age no modo boca suja. Você não vai tirar esse
terno até que eu te chupe e você goze na minha boca. Prometo que não vou
desperdiçar nenhuma gota. — Diana se esfregou, discretamente, no meu
pau.
Ataquei a sua boca sem me importar se alguém estivesse olhando. Nos
recompomos e fomos cortar o bolo dos noivos. Depois, brindamos.
Horas mais tarde, nos despedimos dos nossos amigos e fomos para o
aeroporto esperar a hora do voo.
Quando chegamos no hotel, paramos na porta do quarto, coloquei
Diana em meu colo e entrei com ela em meus braços. Tinha pétalas de rosas
em cima da cama. Coloquei Diana no chão e fiquei como um bobo olhando
para ela. Minha esposa era a mais linda de todas.
Capítulo 28
#Último Capítulo
Diana
Bento me virou de costas e ficamos nos olhando através do espelho do
quarto; ele era enorme, alcançava o teto e ia até o chão. Devagar, ele
desabotoou cada botão do meu vestido e a peça caiu aos meus pés. Com
cuidado, peguei o vestido e o deixei em cima do pequeno sofá, ao lado da
cama. Eu estava usando uma lingerie de renda branca que não escondia,
praticamente, nada, e um salto alto da mesma cor. Bento ficou me olhando
com os olhos cheios de desejo. Meu coração acelerou quando ele beijou
toda as minhas costas até chegar a minha bunda. Me virei de frente para ele
tocando seu rosto bonito... desci minha mão até chegar em seu pau, e sorri
quando o encontrei totalmente duro. Bento nunca me decepcionava.
Olhando dentro dos seus olhos, abri o zíper da sua calça e puxei o seu
membro para fora, era grosso e cheio de veias. Lambi meus lábios.
Me ajoelhei e lambi a cabeça olhando para meu marido, que estava
com os olhos fechados e os lábios entreabertos; ele gemeu segurando em
meus cabelos.
— Isso é tão bom... — sussurrou, e continuei chupando devagar. Dava
lambidas e chupava quase todo. O pau do Bento era grande e não cabia todo
na minha boca.
Senti quando suas pernas tremeram e Bento gemeu baixo; ele quis se
afastar, mas não deixei, suguei com mais força até sentir jatos quentes invadindo minha garganta; lambi até a última gota. Me levantei, limpando o
canto dos lábios passando a língua. Desamarrei o nó da sua gravata e tirei
seu terno, junto com a camisa social. Ele desceu a calça e a cueca. Eu
continuava de lingerie.
Os olhos de Bento estavam focados em meus lábios e vi quando
passou a língua por eles, umedecendo-os; nossas respirações estavam mais
profundas e sua testa encostou-se a minha.
— Você não tem ideia de quanto - sou apaixonado por você. O quanto
amo fazer amor com você. O quanto sou um cara sortudo por tê-la como
minha esposa. A primeira vez que te vi, me apaixonei e eu nem sabia como
era o sentimento da paixão, mas sabia que estava sentindo. Hoje, quero
adorar cada parte do seu corpo, e te dar o mesmo prazer que sempre me
deu.
Sua língua avançou para dentro da minha boca, chupando a minha com
sofreguidão; era incrível como seu beijo ficava mais delicioso a cada dia,
seus lábios suaves tomavam toda a minha boca. Bento foi descendo e
lambendo a minha pele... suas mãos estavam em minhas costas me
apoiando enquanto meu corpo caía para trás dando-lhe acesso em cada parte
da minha pele. Sua ereção encostava na minha barriga e senti a pulsação.
Bento desabotoou meu sutiã deixando-o cair no chão; sua boca desceu para
meu mamilo e sua língua rodeou o bico, em seguida, o sugou. Devagar,
minha calcinha desceu por minhas pernas. Senti quando Bento tocou minha
intimidade, com um dedo sentiu o quanto eu estava molhada. Com a sua
ajuda, me sentei na beirada da cama; foi a vez de Bento se ajoelhar. Abri
minhas pernas um pouco mais. Sua língua lambeu minha entrada e quando
chegou ao meu clitóris chupou-o com força me fazendo gritar. Meu ventre
se contraiu e senti quando o orgasmo se aproximou; mais uma lambida e
gozei, desesperadamente.
Me contorci toda me deitando sobre a cama. Bento subiu em cima de
mim esfregando sua ereção em minha vagina. Senti quando seu membro
entrou duro e forte deslizando-o todo para dentro de mim. Essa noite
éramos um só, nossos corpos suados em sintonia um com o outro. Quando
Bento gozou, sussurrou em meu ouvido o quanto me amava, o quanto era
bom fazer amor comigo. Nossos olhares se conectaram um com o outro e
não foi preciso dizer mais nada. Nosso desejo falava por nós dois.Depois de uma semana no hotel fazenda, no Sul de Goiás, acabamos
de desembarcar em São Paulo. Não havia nada mais prazeroso do que
chegar de uma viagem, de volta para sua casa. Já estávamos na nossa casa
nova; Júlio e Tereza nos deram uma força com a mudança. O táxi parou em
frente de casa e descemos, Bento tirou as malas do carro e entramos em
casa. Abri a porta e vi uma faixa escrita: Sejam bem-vindos. Isso só podia
ser coisa da Tereza. Me joguei no sofá sentindo falta do Lupi.
— Amor, liga para o seu pai e pede para ele trazer o Lupi. Estou com
saudades dele. — Falei me levantando sentindo um breve enjoo e minha
visão ficou turva. Voltei a sentar novamente.
— Aconteceu alguma coisa? — Bento perguntou passando a mão na
minha testa.
— Fiquei tonta de repente, deve ser por causa da viagem. Acho que
vou ficar gripada. Vou tomar um banho, depois fazer um chá e vou dormir
um pouco. De repente me deu sono. — Falei me levantando.
— Vá tomar banho que vou preparar o chá pra você. — Bento beijou
minha testa e foi para a cozinha.
Tomei banho achando que iria melhorar, mas apenas piorou. Minha
cabeça estava doendo muito, me deitei na cama, de roupão e tudo. Bento
entrou no quarto trazendo a xícara com chá. Tomei um pouco e deixei o
resto na mesinha, e voltei a deitar.
Quando acordei, já era noite e ouvi latidos pela casa, era Lupi. Me
levantei devagar e fui caminhando, encontrando meu cachorrinho na sala
mordendo a mão do meu marido. Me sentei ao lado de Bento, que assistia
futebol na televisão.
— Melhorou? — Balancei a cabeça positivamente depois de receber
um beijo no rosto. Bento me abraçou e Lupi pulou para meu colo lambendo
o meu rosto.
— Você que foi buscar ele?
— Não. Meu pai e Tereza passaram aqui antes de irem para o bar, e
deixaram o Lupi. Ficaram preocupados com você, deixaram um beijo.
— Sabe o que estou com vontade de comer? — Me olhou e depois
voltou a assistir TV.
— Pizza de banana com a borda de chocolate. — Franziu a testa.— Pizza de banana? Tem certeza?
— Tenho sim, amor. Pede logo enquanto vou no banheiro fazer xixi.
Se não tiver Coca-Cola na geladeira, pede também.
— Mas você não gosta de Coca-Cola, Diana.
— Mas agora quero tomar. Cuida.
Entrei no banheiro para fazer xixi, passei uma água no rosto e saí indo
para a sala. Os sintomas gripais não foram embora ainda, estava sentindo
um leve enjoo. Tirei o roupão e coloquei um baby-doll curtinho voltando
para a sala, prendendo meu cabelo. A campainha tocou e bento atendeu,
pagando o motoboy. Em seguida, colocou a pizza em cima da mesa. Abri a
caixa e senti o cheiro delicioso da massa; peguei um pedaço e uma lata de
Coca-Cola, depois fui para o sofá comer. Bento ficou me olhando sem
entender nada.
— Não vai querer? Experimenta! Está gostoso.
Bento pegou um pedaço e abriu o refrigerante ao sentar. Comeu um
pedaço e fez careta.
— É muito doce, e não combina com Coca-Cola. — Reclamou, mas
comeu.
Comi cinco fatias e ainda passei Nutella em cima da massa. Concluí
que eu estava agindo estranho, pois Bento me olhava sem acreditar no que
estava fazendo. Satisfeita, me deitei no sofá com as pernas em cima de
Bento; o futebol já estava para acabar e eu já estava cochilando. Fechei
meus olhos e logo tive que levantar, porque senti um forte enjoo, que me
obrigou a sair, apressada, em direção ao banheiro. Bento veio logo atrás de
mim sendo seguido por Lupi latia, que latia sem parar. Abri a porta do
banheiro e vomitei tudo o que comi; vomitei mais uma vez e Bento
massageou minhas costas. Deduzi que a combinação de Coca-Cola com
pizza de banana não caiu bem.
— Quer que eu faça outro chá pra você? — Balancei a cabeça em
negativa. Estava escovando os dentes.
Peguei a toalha, enxuguei meu rosto e fui deitar. Isso estava muito
estranho, nunca fui de enjoar comida nenhuma.Era quase dez horas da manhã quando passei muito mal; me levantei e
Bento já estava acordado; me viu andando, às pressas, ao banheiro. Não
aguentei e vomitei muito, não tinha mais o que pôr para fora, minha cabeça
doía demais. Bento me ajudou a levantar, eu estava me sentindo fraca.
— A minha cabeça está doendo demais — reclamei.
— Precisamos ir à emergência então, você está muito pálida e suando
frio. Consegue andar até o quarto para trocar de roupa? — Fiz que não com
a cabeça e Bento me pegou no colo. Ele me ajudou colocando uma roupa
confortável; eu estava sentindo frio.
Pedi para ele pegar minha bolsa, pois continha meus documentos e a
carteirinha do meu plano de saúde.
— Vou ter que ir dirigindo, mas não tenho carteira. Em Santana, eu
sempre dirigia o carro do seu Sebastião para levá-lo ao postinho do bairro
para tomar medicação. Mas aqui é diferente. Posso ligar para meu pai vir e
nos levar.
— Não vamos incomodar o seu pai, ele deve estar descansando. Você
vai conseguir. Mas temos que ver uma Autoescola para que faça suas aulas
para tirar a carteira. Vou colocar o endereço da clínica mais próxima no
GPS, assim fica mais fácil.
Saímos de casa e entramos no carro. Senti que Bento estava nervoso,
então coloquei a mão em sua perna lhe passando tranquilidade. Saímos da
garagem e, em poucos minutos, já estávamos no trânsito. A todo o
momento, eu lhe ajudava mesmo com a cabeça doendo. Devagar, Bento
estacionou no estacionamento da clínica particular. Me ajudou a descer e
fomos para a recepção.
— A minha mulher está com muita dor de cabeça e vomitando muito.
— Bento disse e a mulher digitava tudo no computador. Entreguei minha
identidade e a carteirinha. Recebemos uma ficha para entrar no consultório.
Já dentro da sala, fomos atendidos pela doutora Márcia. Nos sentamos
de frente para a médica, que logo começou a fazer perguntas:
— Isso o que aconteceu com você hoje, acontece sempre? — Ela
perguntou olhando para a minha ficha.
— Não. Nem me lembro da última vez em que fiquei gripada. Mas
deve ser porque voltamos da nossa lua de mel, no Sul. Lá estava muito frio,
então já cheguei pegando calor.— Vou pedir exame de sangue. Dependendo do resultado faremos um
ultrassom. — Ela disse me entregando a requisição do exame. — Quando o
resultado estiver pronto, volte aqui comigo. Por hora, é só isso.
Saímos da sala e fomos ao laboratório para colher o sangue. Depois,
nós ficamos esperando na recepção; olhei no relógio do celular e notei que
já passavam das onze da manhã. Não estava mais sentindo tanto enjoo, mas
o mal-estar ainda persistia. Ouvi meu nome sendo chamado, meu exame já
estava pronto. Bati na porta do consultório e entrei com Bento segurando a
minha mão.
— Era o que eu havia imaginado. Você está grávida. Pouco menos de
um mês. Agora vamos fazer um ultrassom para saber se está tudo bem com
o bebê.
— Grávida? Meu Deus! Eu estou grávida. — Olhei para Bento, que
estava tão feliz quanto eu. Eu estava esperando um filho do homem que
amava.
— Antes do ultrassom, vou prescrever essa medicação para enjoo.
Depois do exame, vocês estarão liberados. Mas procure um obstetra para
acompanhar seu pré-natal.
A doutora Márcia nos acompanhou no ultrassom, e quando nosso bebê
surgiu na tela, não teve como evitar a emoção, tanto Bento quanto eu
chorávamos, emocionados. Me levantei da maca e abracei meu marido,
agradecendo por ele ter aparecido na minha vida quando eu mais precisava,
além de ter me dado o melhor presente do mundo, o nosso filho.
.
.
Bento
Três anos depois...
Diana chegou na cozinha ainda usando roupão e encontrou eu e nossa
filha Ester fazendo panquecas; ela tinha três anos e adorava estar na cozinha
comigo. Quando soubemos que seria uma menina, Diana me fez essa
surpresa... de colocar o nome da minha mãe em nossa filha. Claro que
fiquei bastante emocionado e agradeci por ela ser uma mulher tão perfeita.
Era domingo e sempre acordávamos cedo para aproveitar o dia, pois a noite
iríamos para o bar, trabalhar, e Ester ficaria com a babá. Às vezes, nós a
levávamos quando Tereza não tinha trabalho até tarde e ficava com ela no
depósito, brincando; arrumamos o local com tudo o que uma criança
gostava; colocamos televisão e brinquedos. Ester amava brincar lá com a
avó.
— Não me acordaram, por quê? — Ela perguntou beijando a cabeça da
nossa filha. Em seguida veio me beijar na boca.
— Você merecia dormir mais um pouco, pois passou a noite toda
vomitando. Está melhor?
Diana estava grávida, de quatro meses, de um menino, que se chamaria
Gabriel. Ela vinha enjoando muito, por isso achei melhor deixá-la dormir
mais um pouquinho.
— Estou melhor, e morrendo de fome. O que o papai está fazendo para
o café, amor da mamãe?— Queca. — Ester respondeu, se referindo a panqueca.
Depois que preparei tudo, coloquei a panqueca no prato de cada uma
delas; Diana colocou mel na panqueca de Ester e a cortou em pedaços
pequenos. Minha pequena pegava um pedacinho com o garfo e o colocava
na boca mastigando-o devagar.
— Está gostoso, filha? — Balançou a cabeça, dizendo sim. Em
seguida, tomou o Nescau do seu copo com o canudo.
Lupi estava deitado, nos olhando; ele já tinha comido sua ração e
esperava Ester tomar o café dela para poder brincar com ele. Os dois eram
melhores amigos, minha filha jogava a bola e ele saía correndo para pegar.
Me sentei à mesa e comecei a comer junto com elas. Como Diana
estava enjoada, nós preferimos ficar em casa do que ir almoçar na casa do
meu pai; liguei mais cedo e expliquei a situação, ele entendeu muito bem.
Mais tarde, quando ele estivesse vindo para o bar, passaria ali para ver a
neta.
Seu Júlio era apaixonado por Ester e sempre a enchia de presentes;
minha filha também amava muito o avô. Eles tinham uma ligação de amor
um com o outro. Como não me criou, ele fazia tudo pela neta.
Depois do café, desci Ester da sua cadeirinha beijando seu rostinho
rechonchudo; ela era a cópia perfeita da mãe. Minha filha foi correndo para
brincar com o Lupi. Coloquei as louças na pia, Diana ficou ao meu lado
secando-as. Depois, nós fomos sentar para ficar olhando a nossa filha
brincar. Coloquei a mão em sua barriga e fiquei fazendo carinho; logo,
nosso filho se mexeu; certamente que ele sabia que era eu a estar fazendo
carinho nele. Todas as vezes em que se mexia era quando eu falava próximo
a barriga da Diana, então ele começava a dar chutes.
— Você é um pai maravilhoso, sabia? Muito prestativo. Sempre acorda
para olhar a nossa filha quando ela acorda chorando. Foi o primeiro a dar
banho nela quando chegamos da maternidade, me ajudou no banho
também. Não tenho palavras para agradecer por tudo isso. Nem sei o que
seria da minha vida sem você. Por isso, meu amor, muito obrigada por ter
aparecido na minha vida. Te amo. — Ela disse com os olhos brilhando.
Peguei em sua mão e a levei até meus lábios, beijando. Em seguida,
olhei para ela.— Quem diria que há três anos, eu sairia de Santana para encontrar um
suposto tio e que isso fosse me trazer tanta felicidade? Em São Paulo,
encontrei a mulher da minha vida, descobri os prazeres do amor. Me casei e
formei uma família linda. Agora sim, posso dizer com todas as letras que
sou um homem completo, feliz e realizado em todos os sentidos. Se tem
uma pessoa que precisa agradecer, essa pessoa sou eu. Amo você para
sempre. — Suas mãos fizeram carinho em meu rosto, fechei os olhos
aproveitando a sensação de ser amado apenas com o seu toque.
Beijei na boca da minha mulher, e nossa filha subiu no sofá dizendo
eca. Lupi também subiu lambendo o rosto da Diana. Fizemos cócegas na
barriga de Ester e ela começou a gargalhar, não tinha som mais gostoso de
se ouvir do que a risada de um filho o qual amamos mais do que tudo na vida.
FIM
Que final perfeito
ResponderExcluirQ final maravilhoso 😍
ResponderExcluirAmeii
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